terça-feira, 14 de março de 2017
Projeto #2 - E que tal uma sessão de cinema? Escolhemos a "Anatomia da Tipografia"! Let's go!
Tipografia
Famílias de tipografia
Fontes
Partes constituintes dos caracteres e propriedades das fontes
A vermelho encontram-se os caracteres constituintes das fontes e a cinzento as propriedades das fontes
Os 10 mandamentos da tipografia
A tipografia, hoje em dia, faz parte do quotidiano de todos os indivíduos, mesmo que apenas seja para a elaboração de um cartaz escolar, ou um slide para uma apresentação. Foi neste contexto de facilitar a aprendizagem desta área do design que Evan Brown criou uma infografia com os 10 mandamentos da tipografia.
Fontes com serifas
Fontes sem serifa
Fontes com serifa vs Fontes sem serifa
Leading
Kerning
Tracking
Kerning vs Tracking
Ligaduras
Projeto #2 - Tipografia?! Quem é? Quando nasceu? Nós vamos contar-te a sua história!
Bem, ela chama-se tipografia. Se a quiserem decompor significa forma-"typos" e escrita "graphein", ou seja é a arte e processo de criação da composição de um texto. Não lhe perguntem a idade, é uma lady, mas podemos dizer-vos que conheceu de perto os hieróglifos egípcios, ora bem, ela não , os seus antepassados. Mas já vos contamos toda a sua história, daqui a um bocadinho.
A tipografia como a vemos hoje, não simboliza a tipografia existente `umas décadas atrás. A composição tipográfica simbolizava para Joaquim da Fonseca : "a maneira como os tipos são selecionados, montados e organizados para formar palavras, sentenças, parágrafos e páginas, é um processo que por mais de 500 anos não foi modificado. Embora naturalmente tenha sido aprimorado, tanto no desenvolvimento da tecnologia como na metodologia de procedimentos, em sua essência a composição de textos continua a mesma".
"No tengo el don de expresarme sólo conlas palabras, sin caligrafía, sin dibujo; por eso ahora he consignado en un libro las grandes líneas de mi enseñanza." , Adrian Frutiger.
O mesmo escritor afirmou que:
" El nascimiento de la escritura, esa lenta simplificación de los trazos primitivos que desemboca en el signo y fija las lenguas, siempre me ha fascinado. El signo, entanto que firma, emblema o señal, tabién me atraía. En seguida e decanté or el símbolo, ese signo exremadamente simplificado y, sin embargo tan denso. Esta doble tracción me llevó a la creación de logotipos, imágenes de marca, en los que el signo y la letra están estrechmente ligados."
A tipografia como a vemos hoje, não simboliza a tipografia existente `umas décadas atrás. A composição tipográfica simbolizava para Joaquim da Fonseca : "a maneira como os tipos são selecionados, montados e organizados para formar palavras, sentenças, parágrafos e páginas, é um processo que por mais de 500 anos não foi modificado. Embora naturalmente tenha sido aprimorado, tanto no desenvolvimento da tecnologia como na metodologia de procedimentos, em sua essência a composição de textos continua a mesma".
"No tengo el don de expresarme sólo conlas palabras, sin caligrafía, sin dibujo; por eso ahora he consignado en un libro las grandes líneas de mi enseñanza." , Adrian Frutiger.
O mesmo escritor afirmou que:
" El nascimiento de la escritura, esa lenta simplificación de los trazos primitivos que desemboca en el signo y fija las lenguas, siempre me ha fascinado. El signo, entanto que firma, emblema o señal, tabién me atraía. En seguida e decanté or el símbolo, ese signo exremadamente simplificado y, sin embargo tan denso. Esta doble tracción me llevó a la creación de logotipos, imágenes de marca, en los que el signo y la letra están estrechmente ligados."
Apesar do conceito ter evoluído apresenta traços em comum: apresenta a organização de letras de modo a criar algo visualmente agradável e que nos faça remeter para o sentir relativamente ao que nos é transmitido pelo sentido literal das palavras. E , muito embora os tipos já não sejam utilizados a mecânica de pensamento que nos remetia para a sua distribuição está agora presente no modo como organizamos as componentes das "letras" para formar uma tipografia bem elaborada.
A tipografia é das mais belas invenções da história e anda com vocês por todo o lado. Querem ver? Abram o vosso monitor de computador, não me vêem lá, olhem para etiquetas, cartazes, embalagens, ecrãs de televisão, nos aeroportos, reclames luminosos, logótipos...Pois, afinal sempre a conheceram, bem estava apenas tímida em se apresentar.
E sabem, há muitos famosos que falam tão bem dela, às vezes até a fazem corar. Talvez a ocasião que mais nos chamou a atenção foi num documentário do fotógrafo francês Henri Cartier- Bresson. Este mestre do seu ofício falou da tipografia e disse:
"A tipografia deve ser o gosto pelas formas das letras".
A verdade é que é muito sedutora também. As letras seduzem e ela adora contaminar as outras pessoas com o especial prazer que é descobrir, conhecer e aplicar belas, expressivas e eloquentes formas de letras.
Ah, e aqui fica o vídeo do qual falaram tão bem da nossa querida tipografia:
Fazendo um Throwback no tempo
Tal como vimos nas aulas dadas pelo docente desta Unidade Curricular, para falarmos de tipografia temos que viajar no tempo e falar noutro conceito que lhe serve de base que é a escrita caligráfica.
Então sabemos que as primeiras imagens escritas registadas foram os pictogramas.
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| Pictograma |
De seguida, apareceram símbolos que representam diretamente um conceito, coisas, objetos, palavras ou frases. A esses símbolos chamam-se ideogramas.
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| Ideograma |
O tempo foi passando e surgiram os hieróglifos, que são imagens que representam símbolos ou sons.
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| Hieróglifos |
E, finalmente apareceu a escrita com as primeiras letras. Para estudar esta evolução, dividimos este aparecimento em três civilizações distintas: os romanos, os egípcios e os fenícios.
Egípcios- 1500 a.c - aparecimento do alfabeto fonético de 23 a 24 caracteres
Fenícios - 1000 a.c. - adaptação do alfabeto egípcio que começa a ganhar superioridade em relação aos pictogramas.
1200 a.c - desenvolveram o seu próprio alfabeto
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| Alfabeto Fenício |
Gregos- primeiro registo escrito do alfabeto fonético grego
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| Alfabeto fonético Romano |
Caroline Minuscule - caligrafia desenvolvida durante a Idade Média com intuito de se tornar o padrão cligráfico europeu. O objetivo desta caligrafia era ornar o alfabeto mais claro, uniforme par aque torna-se padrão a nível europeu. O seu criador foi Carlos Magno entre finais do século VIII e início do século IX.
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| Caroline minuscule |
Gutenberg - no ano de 1440 inventou o primeiro tipo móvel necessário à imprensa. Em 1455 escreveu o primeiro livro impresso uma bíblia de 42 páginas. Não satisfeito com os feitos alcançados cria o primeiro tipo de letra "Gothic Black Letter". A imprensa depressa se alastrou para países próximos da Alemanha. Em Portugal, a primeira imprensa surge em Faro, em 1487.
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| Gavetas com variados tipos móveis |
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| Tipo de letra "Gothic Black Letter" |
Nicholas Jenson - foi aprendiz de Gutenberg e criador do primeiro tipo de letra romana, no ano 1450. Este tipo de letra é conhecida como sendo mais leve e por isso utilizada em ocasiões formais.
Geoffroy Tory - designer francês conhecido por ter acrescentado acentos à escrita francesa, 1480.Deu importância ao próprio design das letras e considerava que elas deveriam transmitir as formas do corpo humano.
Claude Garamond - no ano de 1490, criou uma série de sinais de pontuação que acrescentou, tal como Geoffroy Tory, à escrita francesa. Teve na base da criação de diversos tipos de letra, assim como influenciou outros.
Aldus Manutius e Francesco Griffo - introduziu o modo Itálico, assim como o livro de bolso. Marcou o ano 1500.
Pierre Simon Fournier - Marcou o ano 1712. Estudou tudo a padronização, medição de tamanhos de tipo e criou as iniciais e ornamentos, Teve influência na criação dos tipos de letra Fournier & Narcissous.
John Baskerville - Se pensarmos bem, ainda não tinhamos falado em quem criou margens, entrelinhamento, espessuras. Ora aqui temos, John Baskerville. Além disso, criou a sua própria fonte Baskerville.
Didot- criador da primeira typeface moderna
Bodoni - eleva as typefaces a outro nível, acrescentando-lhe mais modernidade: cria linhas grossas finas, orientação vertical e sem serifa.
Eric Gill - aparece a tão famosa Gill Sants. É inovadora por o seu estilo "clean", simples e sofisticado.
Paule Renner - criador da Futura.
Victor Lardent - designer no jornal "The Times". Criou, em 1932, o tipo de letra Times New Roman de forma a poupar espaço e para uma melhor organização do jornal.
Max Miedinger & Eduard Hoffmann - Marcaram o ano de 1957 pela criação da Helvetica.
Adrian Frutiger - criador da Univers, em 1961. Ao todo criou mais de 25 fontes.
Joel Kaden & Tony Stan - No ano de 1974, criaram a famosa tipografia American Typewriter
Resumo
Bibliografia
HEITLINGER,Paulo. "Tipografia. Origens, formas e uso das letras". Dinalivro, Lisboa, 2006
KUNZ, Willi. "Tipografia: macro y microestética". Editorial Gustavo Gilli, SA, Barcelona, 2003
FRUTIGER, Adrien. "En torno a la tipografía". GG Diseño, Barcelona, 2002
FONSECA, Joaquim da. "Tipografia e design gráfico". Bookman, Brasil, 2008
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| Tipo de letra romana |
Geoffroy Tory - designer francês conhecido por ter acrescentado acentos à escrita francesa, 1480.Deu importância ao próprio design das letras e considerava que elas deveriam transmitir as formas do corpo humano.
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| Semelhanças de letras com o corpo humano |
Claude Garamond - no ano de 1490, criou uma série de sinais de pontuação que acrescentou, tal como Geoffroy Tory, à escrita francesa. Teve na base da criação de diversos tipos de letra, assim como influenciou outros.
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| Tipo de letra Garamond |
Aldus Manutius e Francesco Griffo - introduziu o modo Itálico, assim como o livro de bolso. Marcou o ano 1500.
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| Itálica |
Pierre Simon Fournier - Marcou o ano 1712. Estudou tudo a padronização, medição de tamanhos de tipo e criou as iniciais e ornamentos, Teve influência na criação dos tipos de letra Fournier & Narcissous.
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| Fournier |
John Baskerville - Se pensarmos bem, ainda não tinhamos falado em quem criou margens, entrelinhamento, espessuras. Ora aqui temos, John Baskerville. Além disso, criou a sua própria fonte Baskerville.
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| Bakerville |
Modern
Didot- criador da primeira typeface moderna
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| Didot |
Bodoni - eleva as typefaces a outro nível, acrescentando-lhe mais modernidade: cria linhas grossas finas, orientação vertical e sem serifa.
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| Bodoni |
Swiss Modern
Eric Gill - aparece a tão famosa Gill Sants. É inovadora por o seu estilo "clean", simples e sofisticado.
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| Gill Sants |
Paule Renner - criador da Futura.
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| Futura |
Contemporary
Victor Lardent - designer no jornal "The Times". Criou, em 1932, o tipo de letra Times New Roman de forma a poupar espaço e para uma melhor organização do jornal.
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| Times New Roman |
Max Miedinger & Eduard Hoffmann - Marcaram o ano de 1957 pela criação da Helvetica.
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| Helvetica |
Adrian Frutiger - criador da Univers, em 1961. Ao todo criou mais de 25 fontes.
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| Univers |
Joel Kaden & Tony Stan - No ano de 1974, criaram a famosa tipografia American Typewriter
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| American Typewritter |
Resumo
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| Evolução da tipografia |
Bibliografia
HEITLINGER,Paulo. "Tipografia. Origens, formas e uso das letras". Dinalivro, Lisboa, 2006
KUNZ, Willi. "Tipografia: macro y microestética". Editorial Gustavo Gilli, SA, Barcelona, 2003
FRUTIGER, Adrien. "En torno a la tipografía". GG Diseño, Barcelona, 2002
FONSECA, Joaquim da. "Tipografia e design gráfico". Bookman, Brasil, 2008
segunda-feira, 13 de março de 2017
Projeto #2 - O que consiste?
O que consiste?
O segundo projeto da Unidade Curricular de Design e Comunicação Visual consiste na elaboração de uma tipografia. Os objetivos desta proposta passam por entender a letra como matéria visual de representação fónica e como grafismo autónomo da sua função textual, reconhecer a capacidade de materializar conceitos,"dar forma" como uma característica da forma humana, entender a importância dos estudos de composição como forma de conhecimento específico necessário à produção de discursos visuais. No fundo, entender tipografia enquanto linguagem capaz de transmitir emoções para além das palavras faladas que simboliza.Primeiramente, foram-nos dados alguns conceitos base acerca da história da tipografia, de autores relacionados e de exemplos dela. Assim, as nossas primeiras publicações terão a ver com a parte mais teórica do projeto.
Numa segunda parte, partimos para a rua à procura de letras bem escondidas, que são tímidas em aparecer ou então, apenas, aquelas extrovertidas que se metem com todos. Pegamos no nosso telemóvel e câmara e partimos à captura destas nossas amigas. Ficamos assim, com a nossa recolha fotográfica.
Numa terceira parte, iremos selecionar o texto que queremos tratar. Aliado a este iremos fazer uma pequena reflexão sobre que mensagem e sentimentos este transmite.
Por último, iremos partir para a elaboração da tipografia propriamente dita e a memória descritiva que descreve todos os processos que passamos até chegarmos ao resultado final.
Isto tudo, porque:
"Words have meaning, type has spirit"
quarta-feira, 8 de março de 2017
Projeto #1 - Conclusão
Chegamos
ao fim da nossa primeira aventura, e que aventura esta! Divertimo-nos muito,
saímos da nossa área de conforto e alcançamos os objetivos traçados! O projeto
número um chegou ao fim e o nosso lançamento no ramo do design foi alcançado
com sucesso.
Uma
dessas metas era incluir na nossa composição visual, capa e CD, os elementos
básicos e as técnicas da comunicação visual. Mas, este projeto lançou-nos nuns
horizontes muito mais abrangentes. Nós conseguimos transmitir visualmente
aquilo que ouvimos e sentimos. Juntamos o tato, a visão e a audição e
percecionamos que possuímos muitas capacidades que muitas vezes estão
escondidas por de trás da nossa pessoa. Por outro lado, sabemos que este mundo
do design é uma imensidão e que temos uma longa caminhada pela frente.
Os
nossos olhos começaram a ser treinados. Agora sabemos que beleza não é tudo,
que o todo não é tudo e que a associação de algo a uma realidade conhecida
também não o é. Atualmente, conseguimos visualizar uma composição e separar as
suas partes. Conseguimos interpretá-las independentemente e atribuir-lhe significado.
É bom conseguirmos ir do todo para a parte, e da parte para o todo. Nesse
ponto, podemos ainda não o ter alcançado na totalidade, mas que demos um grande
passo demos.
Concluindo,
conseguimos relacionar música com Elementos Básicos da Comunicação Visual,
Técnicas da Comunicação Visual e Teoria de Gestalt. A nossa visão, perceção e
interpretação evoluiu a passos largos.
Estamos
prontas para mais uma viagem neste mundo onde as coisas são aquilo que nós
queremos que sejam.
Projeto #1 - Memória Descritiva
Interpretações gerais
“Braços
da minha mãe” é uma música portuguesa que contém uma carga emocional
elevada. Aborda um tema que não passa despercebido nem o é ignorado por
ninguém. Aliás, é um tema com o qual mais proximamente ou mais distantemente
todas as pessoas se identificam. Emigração. Palavra fria, cruel, triste,
desencorajadora. O desacreditar do próprio país nos seus profissionais.
A letra da música é muito forte e a melodia que a acompanha acrescenta mais
melancolia à música. O ritmo desta é calmo, mas de uma certa forma de revolta,
de inconformismo com a realidade, a expressão da saudade. Saudade. Palavra que
melhor descreve a música. Ter saudade é bom quando parte de um esforço que foi
resultado de uma escolha, ou quando é em prol de algo que ambicionamos. Mas,
esta saudade é má e cruel. É o tirar os filhos dos braços das suas mães.
A música apresenta um retardando no refrão que é o momento de ênfase da
melodia que remete para a ambição de regressar a casa. Um retardando a nível
musical, por si só, já nos faz idealizar um movimento circular, acrescentando a
ideia de “voltar” para o ceio familiar faz-nos criar visualmente um círculo que
simboliza o throwback. Por estas
razões, o regresso está representado na nossa composição visual no CD que tem
um comportamento circular. No centro deste encontra-se caracterizado o abraço
entre a mãe e o filho associados à comodidade, proteção e aconchego da família.
A música começa dizendo “chego ao
fundo da estrada”, ao fim sem solução, ao desistir de tudo, ao perder de
todas as forças, ao desaparecer da motivação. Esta ideia repercutida na melodia
encontra-se simbolizada na capa do CD quando existe um conjunto de pontos, que
simbolizam todos os emigrantes que partem do seu país, a caminhar sobre a asa
de um avião. Os pontos vão caminhando ao longo da asa até que caem no vazio. A
criação desta imagem pretende retratar a desistência do emigrante de lutar por
uma vida melhor. O rasto de pontos que vai ficando para trás reproduz a porção
de si que deixa no seu país, como a sua família, os seus amigos. Na verdade,
uma parte de si irá estar sempre onde o seu coração pretendia estar. Este rasto
também pode apresentar uma segunda interpretação: o decaimento de uma parte de
si devido a todo o sofrimento causado por o acontecimento que está a viver.
O avião foi escolhido para estar presente na capa uma vez que é o principal
meio de transporte que leva a população para o país que vai emigrar. A viagem é
o momento em que realmente caem em si na realidade que estão inseridos no
momento. Deve ser dos episódios mais difíceis de ultrapassar. Adiciona-se o
facto de os aeroportos serem os locais mais associados às despedidas, aos
regressos e à emotividade.
O céu e as nuvens na capa remetem-nos para a introspeção. O céu é algo
vago, que nos faz pensar sobre a vida e se comporta como alguém que nos ouve
sem nos por à disposição de críticas. A composição musical é ela própria um
desabafo, daí a ligação com o elemento anteriormente explicitado.
No CD, o céu também se encontra reproduzido, agora sem a presença do avião.
Neste contexto do regresso, o céu reflete o conforto e a felicidade de voltar a
estar junto daqueles que ama.
No geral, a capa demonstra o sofrimento transmitido pela melodia, e o CD a
alegria do regresso a casa.
Todas as personagens são compostas por pontos. A
explicação da utilização deste elemento básico da comunicação visual, sinteticamente,
é o facto de estes atribuírem anonimato, mas simultaneamente singularidade a
cada indivíduo. Este ponto, irá ser abordado aprofundadamente no próximo
tópico, assim como a explicação do porquê do uso da cor vermelha e preta.Composição e os Elementos Básicos da Comunicação
Quanto
à utilização dos Elementos Básicos,
optamos por destacar o ponto.
Ao dar à personagem anonimato e simultaneamente unicidade, acaba por
representar qualquer pessoa.
A música de Pedro Abrunhosa, pretende
transmitir a dor da partida de qualquer emigrante, que se encontra nostálgico
em relação a toda a vida passada perto do seu país e da sua família. Deste
modo, acreditamos que o ponto é o elemento básico que melhor pode representar o
nosso objetivo: um emigrante, cuja identidade é desconhecida (de forma a poder
adaptar-se a todos) e que vai partir para outro país em busca de uma vida
melhor (capa de cd), mas não conseguindo despegar-se da sua mãe (cd). Os pontos
aqui representam o emigrante e todo o doloroso percurso da sua partida. O
aglomerado inicial simboliza o momento da despedida, o contacto com os
familiares enquanto que, quando surge a linha de pontos, o emigrante já se
encontra isolado. A dispersão dos pontos, quando chegam ao final da asa do
avião, retratam a entrada num mundo desconhecido, o estarem desamparados e
distantes dessa realidade. Então, esses mesmos pontos pretendem refletir o quão
perdida a pessoa que vai para longe fica, a sua desorientação. Se observarmos
com atenção, a própria fotografia de fundo contém pequenos pontinhos brancos.
Estes trazem consigo dispersão, mas também simplicidade e naturalidade.
A capa ao ser elaborada por um conjunto de pontos,
torna-a cúmplice com as pessoas que a observam. Isto é, cada um pode
interpretar aquele elemento básico da comunicação consoante aquilo que sente ou
que quer imaginar, não lhe sendo imposto nenhum “objeto” conhecido. Tal como o
professor referiu em aulas lecionadas, o ponto tanto pode ser algo fofo,
querido, que simbolize amor, como algo frio, distante e maquinizado. Tudo
depende do contexto e daquilo que se pretende transmitir.
Aliada ao ponto, encontra-se a cor vermelha, uma cor quente,
que está associada à paixão e ao coração humano. Uma vez que o refrão da música
destaca o amor entre uma mãe e o respetivo filho, “Quero voltar/Para os braços
da minha mãe”, o vermelho acentua a dimensão e a força desta relação. Acrescenta-se
o facto desta cor se fazer sobressair de entre a foto que lhe serve de fundo,
sendo assim esta também tem a função de atribuir importância à pessoa que
emigra e de a focar como a personagem principal. Utilizamos a cor preta, porque
esta é uma cor associada à tristeza e sofrimento. Estes sentimentos prevalecem
no momento da partida, portanto não poderiam ficar sem representação na nossa
composição.
Para além destes dois elementos, é
visível também a linha, que
indica atividade, na medida em que os pontos que representam o deslocamento da
pessoa que parte, causam a perceção de movimento e deslocação.
A forma
está também presente na janela e asa do avião, acabando por tornar a capa mais
harmoniosa e interessante.
Por
fim, a textura também está
muito presente quando visualizamos as nuvens. Elas no seu imediato levam-nos a
remeter para o campo do toque. Algo macio, que se desfaz por tão frágil que é.
Composição e Técnicas de Comunicação Visual
Como
Dondis diria: “As Técnicas Visuais oferecem
ao designer uma grande variedade para a expressão visual do conteúdo. Existem
como polaridades de um continuum, ou como abordagens desiguais ou antagónicas
do mesmo significado.”
Tendo
em conta o anteriormente dito, não poderíamos deixar de identificar as várias
técnicas que estão presentes na nossa composição visual.
No que diz respeito ao
nosso projeto, então, as técnicas que estão presentes são o equilíbrio, a
regularidade, simplicidade, transparência, subtileza, atividade, minimização e
profundidade.
O equilíbrio
e a simplicidade surgem da
harmonia causada pelas nuvens e pelo céu, que nos dão a ideia de estabilidade,
causando um ambiente agradável, simples e, ao mesmo tempo, elegante.
Quanto à regularidade, diz respeito ao conjunto de pontos que, apesar
de se encontrarem em distâncias diferentes, com o objetivo de criar movimento,
são regulares.
A transparência
resulta do facto de podermos ver a paisagem, mas também o interior da janela do
avião estando, por isso, presente o fator de translucidez.
A subtileza
está claramente presente, uma vez que estamos perante um ambiente puro,
elegante e delicado. Desta forma, também podemos referir a minimização, uma vez
que o observador não necessita da presença de elementos extravagantes para ser
visualmente eficaz. Neste caso, os elementos são mínimos, mas de fácil
compreensão visual.
A atividade
está presente nos pontos que remetem para o movimento do individuo, bem
como na linha que este percorre, transmitindo-nos a ideia de direção e
deslocação.
Por fim, podemos referir a profundidade, que se encontra
relacionada com o seguimento dos pontos na capa que nos remete para uma
realidade mais próxima e ao nível que vão avançando nos transportam para um
distanciamento.
Composição, Teoria de Gestalt e Leis da Perceção
Fazendo
o paralelismo com outra das matérias lecionadas nas aulas, seguidamente iremos
abordar de que modo a Teoria de Gestalt
e as Leis da Perceção estão presentes na nossa composição.
Esta
lei consiste na psicologia de análise de tudo o que nos rodeia. Ou seja,
podemos observar uma composição visual e ver o seu todo ou, simplesmente,
verificar que esse todo é composto por partes interativas que podem ser
visualizadas de forma independente e com significado próprio. No entanto, nunca
descartando o facto de, no conjunto, todas as partes formam um todo.
Após uma reflexão chegamos à conclusão que as duas
leis que estão presentes na sua integridade são:
O
Fechamento: lei de Gestalt
que explica o facto do nosso cérebro tender a fechar elementos de modo a
conseguir associar aquelas determinadas composições a objetos ou realidades já
conhecidas. No caso da construção do CD, o que visualizamos são um conjunto de
pontos vermelhos e pretos, mas o nosso cérebro tende a procurar identificar
esses pontos com algo conhecido. A verdade é que, se afastarmos o CD,
verificamos que esses pontos representam duas pessoas, neste caso mãe e filho,
que estão abraçadas. Então, concluímos que apesar de a ideia ser a observação
dos pontos, das partes, e não do todo, o nosso cérebro associa as partes do
todo e automaticamente chega à realidade que lhe satisfaz a vista. Neste caso,
são as pessoas a abraçarem-se como foi dito anteriormente.
As
Experiências passadas: é a
lei que, para nós, apresenta maior relevância, uma vez que a arte é subjetiva,
muda consoante a pessoa, o seu caráter, personalidade e gostos. Neste campo
todas as experiências vividas são, sem dúvida, verdadeiros arquivos e
laboratórios constantemente prontos a ser utilizados para a produção de arte. A
capa e o CD foram elaborados consoante aquilo que sentimos enquanto grupo. Não
existe certo ou errado. É a nossa interpretação, a nossa maneira de encarar a
realidade representada.
terça-feira, 7 de março de 2017
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